terça-feira, 17 de agosto de 2010

As Máscaras do Século XXI


Quando se fala em máscaras, logo vem aquela imagem de um acessório colocado sob o rosto em festas de gala a fantasia, festas infantis, carnavalescas e assim por diante. Um objeto que disfarça, transfigura e esconde, deixa oculta e implícita a identidade do indivíduo. Tal acessório, melhor lembrado pelas festas antigas de séculos passados, existe até os dias atuais de todas as formas, materiais e tamanhos, inclusive aquelas que são fixas no rosto das pessoas. E são sobre estas que vou falar hoje.
É impressionante a quantidade de máscaras fixas no rosto das pessoas. Uma única pessoa pode ter um estoque de máscaras para um closet maior que o estádio do Maracanã. E elas são muito práticas, pode-se trocar de máscara de 2 em 2 segundos. E como todos os outros acessórios, algumas caem bem em uns, outras em outros, e assim por diante. E o melhor de tudo, não custam nada. Ou melhor, custam sim, um esforcinho para mantê-las de pé no rosto. E garanto que todo mundo já usou uma, nem que seja por educação. Mas o maior problema é que muitos levam tudo e todos às máscaras. O nome específico dessas máscaras? Falsidade!
E dá-lhe sorrisinho forçado para cá, beijinho oco para lá. A frase mais dita falsamente e que aparece no topo de alguns rankings das "Frases ditas com mais falsidades" não poderia ser outra a não ser "te amo!". A falsidade está tomando conta até dos sentimentos mais puros. Quantos casaisinhos de namoradinhos, que se conhecem a pouco menos de 2 semanas, já não juram amor eterno e fidelidade? Ah, é bonitinho, é romântico? Mas do que adianta ser bonitinho, romântico se não é verdadeiro? Do que adianta se não vai para frente de modo algum?
Hoje em dia, a falsidade reina entre as pessoas. Estou cansada de sair por ai pelas ruas e observar como as pessoas se comportam tão falsamente umas com as outras. Dessa forma, as pessoas vão vivendo superficialmente, apenas de rosto, de beleza externa. É incrível a sensação de você olhar para dentro dos olhos de uma pessoa e enxergar nada além de incógnitas! Não se sabe se a pessoa está sendo ela mesma ou qual das máscaras ela está usando. Porém há outras que não conseguem segurar a máscara no rosto e é facil identificar a mentira.
E dessa forma vai vivendo o ser humano em pleno século XXI. Uma máscara aqui, outra ali. E os verdadeiros sentimentos vão perdendo o seu valor. As pessoas preferem viver de máscaras do que se preocuparem em realmente sentirem aquilo. Não estão nem ai para o próximo ou para o que ele realmente sente. E assim continuam em suas vidas gélidas, longes e ocultas, vidas escondidas por máscaras pesadas e que com o tempo custam sair. Assim, até mesmo a própria pessoa se perde dentro de tanta falsidade. Realidade triste essa? Mas é a realidade de muitos usuários das famosas Máscaras do Século XXI.

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