quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Meu melhor professor foi aquele que me deu zero na prova mais importante da minha vida! Por Larissa Bianke

Era um dia chuvoso e frio, daqueles que é quase impossível sair da cama. A preguiça apertava, mas eu não tinha outra opção: era dia de prova de Física. Sim, de Física! Nem eu mesma acreditava, já que na noite anterior estava assistindo filme e comendo pizza com umas amigas minhas antes de minha mãe chegar e me obrigar a ir me arrumar para o casamento de um primo distante que se casaria numa roça, nem tão distante assim... Mas que não deixava de ser roça! E que só voltaríamos para casa para lá da madrugada! Enfim... Não queria acreditar que novamente faria uma prova tão complicada como a do Sr. Hebert sem nem mesmo ter estudado um única fórmula sequer! Raios! Peguei o ônibus em baixo de chuva reclamando e resmungando da praga do Sr. Hebert.
Encharcada, entrei na sala. Foi tempo de folhear alguns papéis e tentar decorar algo e ele chegou. Tudo bem, não tinha como escapar. Ele entregou as provas. Quando olhei para a minha, meu cérebro se revirou. O tempo passava e não saia absolutamente nada. Por fim, faltando uns 20 minutos para a sirene, rabisquei alguma coisa, chutei outras e foi por isso mesmo!
Na semana seguinte, Sr. Hebert estava entregando os resultados. Todos estavam maravilhados, pois todos estavam indo muito bem. Fiquei até esperançosa. Porém, minha felicidade foi curta já que Sr. Hebert logo me entregou minha prova de nota catrastófica. ZERO! Zero bem redondo! A única nota abaixo da média. Logo pensei que o Sr. Hebert era um grosso, ridículo, incompetente e idiota! Que devia ter feito de tudo para descontar cada centímetro de erro da minha prova, propositalmente. Era a penúltima prova, a última antes da prova decisiva.
Nunca havia perdido média. Nunca havia tirado nota tão horroroza quanto esta: zero! Não conseguia acreditar. E o diretor, Sr. Robson também não, tanto é que convocou uma reunião com meus pais e o professor de Física.
Não via nada de errado na minha vida, sempre prestava atenção nas aulas e não deixava de fazer os deveres, apesar de copiar alguns... Tudo bem, tudo bem, uma quantia boa de alguns! Foi quando ele me disse: "Srta. Schneider, acha que minha intenção era te prejudicar?" Logo pensei: "Como não? Já que estamos em final de período e minhas notas já são de importância para o meu futuro?" Mordi a língua, mas nada disse.
" Se estou te repreendendo agora, é para que você se corrija e tenha um futuro promissor. Se você não se corrige agora, deixará para que isto interfira no seu futuro profissional?"

Não houve mais palavras. Depois disso, aprendi com as palavras do Sr. Hebert. Olhei direito para minhas atitudes e reconheci que não estava sendo coerente. Sempre largava tudo para a última hora. Não me empenhava nos meus estudos. Não sabia estudar.
Apartir de então, comecei a rever meus erros, minhas falhas e a me esforçar, pois a última prova ainda estava em jogo e ou seria uma excelente nota, ou seria nenhuma e um ano perdido. Mas meu esforço valeu e consegui fechar a prova!
Mas do zero, tirei uma lição. Aprendi a estudar. Aprendi a fazer por onde e tudo isso graças ao Sr. Hebert, que me ajudou a acordar a tempo. Me ajudou sair da fria em que estava me metendo, me jogando um sacode!

Às vezes a vida nos dá um sacode, mas devemos tomar este como um alerta, devemos tirar deste uma lição que pode nos servir para o resto de nossas vidas! Essa foi a prova mais importante de minha vida pois da experiência que tive com ela, tirei muito aprendizado!

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